O tamanho da cruz

31 03 2009

Havia um rei muito justo e bondoso que fazia tudo pelos seus súditos. Certa vez ele prometeu que levaria todos os que merecessem para uma terra maravilhosa onde viveriam com abundância e segurança. Mas, para merecer tal lugar, cada habitante deveria carregar uma cruz até a terra prometida, e isto significava uma caminhada de alguns dias. Todas as cruzes tinham o mesmo tamanho, o que causou um protesto por parte dos mais fraquinhos.
Um deles, revoltado, resolveu dar um “jeitinho”: pegou a sua cruz e, no meio da caminhada, resolveu serrá-la e diminuir-lhe o tamanho para o peso que ele achava ser o mais justo para a sua capacidade.
Logo depois disto, todo o grupo se deparou com uma situação que os impedia de continuar a caminhada: havia um rio, com margens bem altas, íngremes e rochosas que impedia a passagem de todo o grupo. Foi quando um dos caminhantes teve a idéia de utilizar a sua cruz como ponte para atravessar o rio. Assim, todos descobriram que o tamanho da cruz era exatamente o da distância de uma margem a outra.
Todos atravessaram o rio e continuaram a sua caminhada com as respectivas cruzes até a terra prometida. Todos, menos um, que perdeu a sua cruz levada pela correnteza do rio.
A melhor maneira de se levar uma vida bem sucedida é encarar as crises como oportunidades e os obstáculos do caminho como pontes para o sucesso.



As 10 principais razões para nunca usar o UBUNTU

30 03 2009
  1. Ele é muito barato: Não é tão divertido possuir um sistema operacional que eu não tive que pagar por ele.
  2. Ele é tão bonito: A habilidade de aplicar qualquer tema ou contruir um próprio arruina o meu senso de camaradagem com os meus colegas usuários do SO. Onde está meu senso de personalização completa?
  3. Ele é tão divertido: Computadores nunca devem ser divertidos. Quando eles se tornam divertidos, eles se tornam perigosos.
  4. Ele é atualizado com muita frequência:Todas essas atualizações são simplesmente enfadonhas. Nós realmente precisamos estar na ponta o tempo todo?
  5. A comunidade é muito ativa: Eles são simplesmente muito solicitos. Eu tenho saudades daquela doce e sutil música de espera pelo suporte técnico da Índia.
  6. Existem softwares demais para serem escolhidos: Quem precisa escolher, quando i posso comprar o material recomendado e pré instalado como OEM?
  7. O hardware suportado é muito moderno: Isso cria uma incontrolavel necessidade de atulizar meu hardware!
  8. Ele faz muito: Se meu sistema operacional só me permite fazer menos, eu ficarei menos inclinado a ser produtivo usando ele.
  9. Ele é muito amigável com outros sistemas operacionais: Eu quero meu sistema operacional brincando em sua caixa de areia como se fosse uma criança. Sem compartilhamento e comunicação.
  10. Ele é muito produtivo: eu não posso ter desculpa para jogar?

Fonte: blog.cropalato.com.br

Essa foi fundamental. Algum pangaré consegue rebater? Hoje é aniversário do néne! De mim ele jamais ganha computador com Windows! Todos vão aprender a usar linux de início. In questo assunto no se parla più.



36 prestações de saudade

27 03 2009

Dizem que tudo na vida tem dois lados. Um bom e outro ruim. Depende nos olhos de quem está a pimenta. Mas se tem algo realmente ambíguo para uma única alma é um troço chamado saudade. Com ou sem primenta nos olhos. O dito popular é quem melhor traduz a dualidade de uma saudade quando diz que esta é a maior prova de que o amor valeu a pena. Então sentir a falta é bom. E ruim. Em todos os pontos de vista. Vai entender…

Saudade é amar um passado que nos machuca no presente. É uma felicidade retardada. É deitar na rede e ficar lembrando das ardentes reconciliações depois de brigas homéricas por motivos desimportantes. Sente-se falta de detalhes, como uma toalha no chão, dias chuvosos, da cor dos olhos. A saudade só não mata porque tem o prazer da tortura.

Saudade é o amor que não foi embora ainda, embora o amado já o tenha feito. Ter saudade é imaginar onde deve estar agora, se ainda gosta de vinho bordeaux, se chorou com a derrota do Grêmio no campeonato nacional, se tem tratado aquela amigdalite. E quando a saudade não cabe mais no peito, se materializa e transborda pelos olhos.

Sentir saudade é ter a ausência sempre do seu lado. É mudar radicalmente a rotina, comer mais salada e menos sorvete, frequentar lugares esquisitos, ter dias mais compridos, ter tempo para os amigos, para o vizinho e para a iguana do vizinho. A saudade é a inconfortável expectativa de um reencontro.

Às vezes a saudade é tão grande que nem é mais um sentimento. A gente é saudade. É viver para encontrar o olhar da pessoa em cada improvável esquina, confundir cabelos, bocas e perfumes, sorrir com os lábios tendo o coração sufocado. Porque mesmo a saudade sendo feita para doer, às vezes percebemos que ela é o meio mais eficaz de enxergar o quanto amamos alguém, no passado ou no presente.

Por que a saudade é o muro de Berlim desmoronado no chão, capaz de agregar opostos, como a tristeza e a felicidade em uma coisa híbrida. Se você tem saudade é sinal que teve na vida momentos de alegria com ela ou ele! No fim das contas, a saudade que agora lhe maltrata nada mais é que uma dívida sendo paga em longas 36 prestações pelo amor usufruído. Agora aguenta…



Stat rosa pristina nomine, nomina nuda tenemus

26 03 2009

Depois de assistir, por 4 vezes, O Nome da Rosa, pensei que a Rosa a que fala o filme era a meretriz que buscou envolvimento com o aprendiz. Porém, pesquisando a respeito, trata-se de uma frase escrita pelo monge beneditino Bernardo Morliacense no século XII e repetida por Umberto Eco em sua obra. Porém, não é rosa o assunto da frase; o original seria stat Roma pristina nomine, nomina nuda tenemus. Tradução: A Roma Antiga permanece no nome, nada temos além dos nomes.

Hoje as rosas se encontraram!
Se encontraram para juntas formar uma imagem que foi apagada da história.
Apagada da história mas não apagada da memória.
Uma imagem que certamente jamais foi sonhada, jamais havia sido composta.
Uma imagem que somada aos brilhos e à composição das cores não perderá seu efeito.
Com o tempo as rosas se vão: as pétalas murcham, os espinhos secam, o perfume se esvai…
Mas a grande rosa continua na memória, nas lembranças.
O sorriso da minha rosa assim permanecerá, por hora, na minha lembrança…
Stat rosa pristina nomine, nomina nuda tenemus.



Texto sem a letra A? É possível sim.

25 03 2009

Esse textinho eu encontrei em alguma andança pela web (acho que foi no site do PB). O autor é desconhecido, mas como a própria fonte dizia “Sabendo quem é, dou-lhe o crédito, claro.”

Sem nenhum tropeço posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo isso permitindo mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível.
Pode-se dizer tudo, com sentido completo, mesmo sendo como se isto fosse mero ovo de Colombo.
Desde que se tente sem se pôr iníbio pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento.
Trechos difíceis se resolvem com sinônimos.
Observe-se bem: é certo que, em se querendo esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo.
Brinque-se mesmo com tudo.
É um belíssimo esporte do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o “E” ou sem o “I” ou sem o “O” e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo sem o “P”, “R” ou “F”, o que quiser escolher, podemos, em corrente estilo, repetir um som sempre ou mesmo escrever sem verbos.
Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir.
Porém mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos.
Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês.
Por quê?
Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores.
Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores.
Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos.
Autor: Desconhecido.



Treinamento e aperfeiçoamento: “Morcegar” no trabalho…

24 03 2009

1. Nunca caminhe sem um documento nas mãos. Pessoas com documentos em uma das mãos parecem funcionários ocupadíssimos que se dirigem para reuniões importantes. As pessoas de mãos vazias parecem que estão se dirigindo para cantina. As pessoas com um jornal nas mãos parecem que estão se dirigindo para o banheiro. Sobretudo, leve algum material para casa, isso causa a falsa impressão de que você trabalha mais horas do que você costuma trabalhar.
2. Use o computador para parecer ocupado. Quando você usa um computador, parece que você está “trabalhando” para quem observa ocasionalmente. Você pode emitir e receber e-mail pessoal, ficar no bate papo ou ter uma explosão sem que isso tenha alguma coisa a ver com trabalho.
3. Mesa bagunçada. Quando sua mesa está bagunçada parece que você está trabalhando duramente. Construa pilhas enormes de documentos em torno de seu espaço de trabalho. Ao observador, o trabalho do ano passado parece o mesmo que o trabalho de hoje; é o volume que conta. Se você souber que alguém está vindo à sua sala, finja que está procurando algum papel.
4. O correio de voz. Nunca responda a seu telefone se você tiver o correio de voz. As pessoas não te ligam para te dar nada além de mais trabalho. Selecione todas suas chamadas através do correio de voz. Se alguém deixar uma mensagem do correio de voz para você e se for para trabalho, responda durante a hora do almoço quando você sabe que eles não estão lá.
5. Pareça impaciente e irritado. Você deve estar sempre parecendo impaciente e irritado, para dar ao seu chefe a impressão de que você está realmente ocupado.
6. Sempre vá embora tarde. Sempre deixe o escritório mais tarde, especialmente se o seu chefe estiver por perto. Sempre passe na frente da sala do seu chefe quando estiver indo embora. Emita e-mails importantes bem tarde (por exemplo 21:35, 6:00, etc.) e durante feriados e finais de semana.
7. Reclame sozinho. Fale sozinho quando tiver muita gente por perto, dando a impressão de que você está sob pressão extrema.
8. Estratégia de empilhamento. Empilhar documentos em cima da mesa não é o bastante. Ponha vários livros no chão. (os manuais grossos do computador são melhores ainda)
9. Construa um vocabulário. Procure no dicionário palavras difíceis. Construa frases e use-as quando estiver conversando com o seu chefe. Lembre-se: ele não tem que entender o que você diz, desde que o que você diga dê a entender de que você está certo.
10. O MAIS IMPORTANTE!!! Não envie isto ao seu chefe por engano.



Prazer pela metade

23 03 2009

Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido - uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.

Esse é um fragmento de um texto de Leila Ferreira que recebi por e-mail entitulado Prazer pela metade. De fato o objetivo dela é questionar os prazeres da vida que, segundo a autora, muitas vezes só os temos pela metade.
Meu foco não é questionar os prazeres da vida, mas sim os restaurantes e as minúsculas porções que nos servem. Me dá um nojo ir a um local, onde os garçons fazem tanta “cêra” para servir uma porção de uma merda qualquer, que alguém deu algum nome em francês, e que custa o equivalente a horas do meu trabalho. Não é por todos os lugares que temos um restaurante igual ao Restaurante Danúbio, onde o Baurú Rei é grande mesmo.
Mas meu nojo continua. Não sei se por minha descendência ou outro fator, mas antes de comer eu sempre pergunto o preço e o tamnho. Talvez seja justamente por saber da existência das minúsculas porções…



Feira de Informática

20 03 2009

Numa recente (não tão recente assim) feira de informática (Comdex), Bill Gates fez uma infeliz comparação da indústria de computadores com a automobilística, declarando:
“Se a GM tivesse evoluído tecnologicamente, tanto quanto a indústria de computadores evoluiu, estaríamos dirigindo carros que custariam 25 dólares e que fariam 1.000 milhas por galão (algo como 420km/l)”.
A General Motors, respondendo “na bucha”, divulgou o seguinte comentário:
Se a Microsoft fabricasse carros:
1. Toda vez que eles repintassem as linhas das estradas, você teria que comprar um carro novo.
2. Ocasionalmente, dirigindo a 100 km/h, seu carro morreria na auto-estrada sem nenhuma razão aparente, e você teria apenas que aceitar isso, sem compreender o porque! Depois, deveria religá-lo (desligando o carro, tirando a chave do contato, fechando o vidro, saindo do carro, fechando e trancando a porta, abrindo e entrando novamente. Em seguida, sentar-se no banco, abrir o vidro, colocar a chave no contato e ligar novamente). Depois, bastaria ir em frente.
3. Ocasionalmente a execução de uma manobra a esquerda poderia fazer com que seu carro parasse e falhasse. Você teria então que reinstalar o motor! Por alguma estranha razão, você aceitaria isso como “normal”.
4. O Linux faria um carro em parceria com a Apple, extremamente confiável. Cinco vezes mais rápido e dez vezes mais fácil de dirigir. Mas apenas poderia rodar em 5% das estradas.
5. Os indicadores luminosos de falta de óleo, gasolina e bateria seriam substituídos por um simples “Falha Geral ou Defeito genérico” (permitindo que sua imaginação identifique o erro!).
6. Os novos assentos obrigariam todos a terem o mesmo tamanho de bunda.
7. Em um acidente, o sistema de air bag perguntaria: “Você tem certeza que quer usar o air bag?”.
8. No meio de uma descida pronunciada, quando você ligasse o ar-condicionado, o rádio e as luzes ao mesmo tempo, ao pisar no freio apareceria uma mensagem do tipo “Este carro realizou uma operação ilegal e será desligado!”.
9. Se desligasse o seu carro utilizando a chave, sem antes ter desligado o rádio ou o pisca-alerta, ao ligá-lo novamente, ele checaria todas as funções do carro durante meia hora, e ainda lhe daria uma bronca para não fazer isto novamente.
10. A cada novo lançamento de carro, você teria de reaprender a dirigir. Coisa fácil: voltaria à auto-escola para tirar uma nova carteira de motorista.
11. Para desligar o carro, você teria de apertar o botão “Iniciar”.
12. A única vantagem: Seus netos saberiam dirigir muito melhor do que você!



Ninho de águia

19 03 2009

A águia empurrou gentilmente seus filhotes para a beirada do ninho.
Seu coração se acelerou com emoções conflitantes, ao mesmo tempo em que sentiu a resistência dos filhotes a seus insistentes cutucões.
Por que a emoção de voar tem que começar com o medo de cair? Pensou ela. O ninho estava colocado bem no alto de um pico rochoso. Abaixo, somente o abismo e o ar para sustentar as asas dos filhotes. E se justamente agora isto não funcionar? Ela pensou.
Apesar do medo, a águia sabia que aquele era o momento. Sua missão estava prestes a se completar, restava ainda uma tarefa final: o empurrão. A águia encheu-se de coragem. Enquanto os filhotes não descobrirem suas asas não haverá propósito para a sua vida. Enquanto eles não aprenderem a voar não compreenderão o privilégio que é nascer águia. O empurrão era o melhor presente que ela podia oferecer-lhes. Era seu supremo ato de amor.
Então, um a um, ela os precipitou para o abismo. E eles voaram!
Às vezes, nas nossas vidas, as circunstâncias fazem o papel de águia. São elas que nos empurram para o abismo. E quem sabe não são elas, as próprias circunstâncias, que nos fazem descobrir que temos “asas para voar”.



A Borboleta Azul

18 03 2009

Havia um viúvo que morava com suas duas filhas curiosas e inteligentes. As meninas sempre faziam muitas perguntas. Algumas ele sabia responder, outras não.
Como pretendia oferecer a elas a melhor educação, mandou as meninas passarem férias com um sábio que morava no alto de uma colina. O sábio sempre respondia todas as perguntas sem hesitar.
Impacientes com o sábio, as meninas resolveram inventar uma pergunta que ele não saberia responder.
Então, uma delas apareceu com uma linda borboleta azul que usaria para pregar uma peça no sábio.
- O que você vai fazer? - perguntou a irmã.
- Vou esconder a borboleta em minhas mãos e perguntar se ela está viva ou morta. Se ele disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar. Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la e esmagá-la. E assim qualquer resposta que o sábio nos der estará errada!
As duas meninas foram então ao encontro do sábio, que estava meditando.
- Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me sábio, ela está viva ou morta?
Calmamente o sábio sorriu e respondeu:
- Depende de você… ela está em suas mãos.
Assim é a nossa vida, o nosso presente e o nosso futuro. Não devemos culpar ninguém quando algo dá errado.



Histórias de Pescador

17 03 2009

Pois é… Acho que o Oracle já começa a ver sombras ao seu redor. Encontrei duas postagens intituladas como História de Pescador, porém acho que não são histórias não. O PostgreSQL vem evoluindo muito e pode ser considerado - já há um bom tempo - como um banco de dados maduro.

Vejam na fonte para não dizer que eu emendei algo:

História de pescador parte 1 - PostgreSQL em desktop é mais rápido que Oracle num super servidor
História de pescador - parte 2



Será mesmo que você é substituível?

16 03 2009

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: “Ninguém é insubstituível”.
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada.
De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. E Beethoven?
- Como? - o encara o gestor confuso.
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio.

Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para pôr no lugar.
Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico (até hoje o Flamengo está órfão de um Zico)?
Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus ‘gaps’.
Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico… O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.
Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.
Se seu gerente/coordenador, ainda está focado em ‘melhorar as fraquezas’ de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.
Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões ‘foi pra outras moradas’; ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim:
“Estamos todos muito tristes com a ‘partida’ de nosso irmão Zacarias… e hoje, para substituí-lo, chamamos:.. Ninguém… pois nosso Zaca é insubstituível”
Portanto nunca esqueça: Você é um talento único… com toda certeza ninguém te substituirá!
“Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso.
O que eu faço é uma gota no meio de um oceano, mas sem ela o oceano será menor.”

Essa foi mais uma que veio por e-mail. Eu sempre achava que as pessoas eram substituíveis… Podia custar um pouco (de dinheiro, de tempo), mas tudo seria ajustável… Mas com essas citações acima, acabo tendo de rever conceitos… É um motivo para pensar se somos ou não (in)-substituíveis… Espero um dia concluir algo.



O contador marcou 120

13 03 2009

O contador marcou 120. 120 vezes o sol se pôs e a lua tomou conta do ambiente. Os 120 dias viraram 120 minutos; 120 minutos de uma história que não tem preço; de uma história com momentos sem igual. 120 minutos que renderam mais do que 120 lembranças. 120 dias de espera e 120 minutos de presença. Ninguém vai entender isso… mas quem entender se considere sábio e comprometido. É o que basta…



Escolas…

12 03 2009

“É mais complicado organizar uma escola de samba que a General Motors. São 5 mil pessoas, que comparecem pontualmente aos ensaios, decoram a letra de sambas complicadíssimos, concebem cenografias de Hollywood, confeccionam milhares de adereços, organizam centenas de costureiras. Obedecem cegamente a ordem dos fiscais, chegam sem atraso à concentração, ajudam a empurrar carros alegóricos. Aí, sambam por apenas uma hora, e ainda choram se a escola perde. Como chegam a esta precisão de relógio suíço?”

Ninguém disse nada. E o autor respondeu a própria pergunta: “Porque todos querem a mesma coisa - neste caso, desfilar bem. Quando há uma união em torno do mesmo objetivo, não há obstáculo que atrapalhe.”

Recebi o texto acima por e-mail há um certo tempo… Deixei ele em banho-maria para poder chegar a uma reflexão coerente. Resumo da história: não tiro a profundidade do texto. Quando há um objetivo para atingir e as pessoas estão comprometidas com esse objetivo elas conseguem alcançá-lo. Se assim fosse em todos os âmbitos, muitos tratariam melhor seu emprego, a empresa onde trabalham e tudo o mais para não me estender… Se assim o fosse cuidariam melhor do dinheiro público, não vandalizariam as praças, não destruiriam as mesas e cadeiras escolares, as placas de trânsito, o meio-ambiente. O comprometimento com as causas são fundamentais para atingirem o seu sucesso. Se todos fossem comprometidos com algo produtivo, o mundo seria diferente. Mas na real, as pessoas são comprometidas com o NADA, por isso estamos onde estamos.



Crise

11 03 2009

Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar “superado”. Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.
Albert Einstein

Recebi essa composição entitulada ao Einstein por e-mail… Depois de refletir vi que a mesma tem sentido e, independente de quem tenha escrito-a, assino embaixo. Se cada um vier a retrair-se em função da crise, com certeza essa retração será uma bola de neve. Devemos consertar o telhado enquanto o tempo está bom.



Telegrama de Natal

10 03 2009

O vigário anglicano e sua esposa viajaram para uma conferência e esqueceram de dar instruções para a confecção da faixa que devia enfeitar o salão para a festa de Natal. Imaginem o espanto da presidente da diretoria ao receber o telegrama: “Nasceu-nos um menino. Três metros de comprimento e um de largura.”



Paciência de mãe

9 03 2009

Num centro de compras lotado, um garoto, perdido, desesperado, vira-se para um dos seguranças e pergunta:
- Seu guarda, o senhor por acaso viu uma mulher passar por aqui, sem um garotinho como eu?



Avarento

6 03 2009

- O Juca é muito avarento!
- Em que te baseias para dizer isto dele?
- Muito simples! Lembras daquela confraternização de Natal que a turma fez? Era para cada um levar uma coisa: uns levaram refrigerante; outros, salgados; outros, doces…
- E o Juca?
- Levou um irmão…



Dois lobos

5 03 2009

Uma noite, um velho índio contou ao seu neto sobre uma batalha que acontece dentro das pessoas. Ele disse:
- Meu filho, a batalha é entre dois lobos dentro de todos nós.
- Um é mau: é a raiva, a inveja, o ciúme, a tristeza, o desgosto, a cobiça, a arrogância, a pena de si mesmo, a culpa, o ressentimento, a inferioridade, as mentiras, o orgulho falso, a superioridade e o ego.
- O outro é bom: é a alegria, a paz, a esperança, a serenidade, a humildade, a bondade, a benevolência, a empatia, a generosidade, a verdade, a compaixão e a fé.
O neto pensou naquilo por alguns minutos e perguntou ao seu avô:
- Qual o lobo que vence?
O velho simplesmente respondeu:
- O que você alimentar.



Mapa exibe cabos de fibra óptica no oceano

4 03 2009

Um estudo da TeleGeography gerou um mapa que exibe as principais redes de cabos submarinos de internet no mundo.

Fonte: http://www.telegeography.com/products/map_cable/.